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Publicado em 14/04/2012, às 15h29
O papel da Internet na Economia

A primeira edição do e-G8 aconteceu em Paris para discutir o papel e a regulamentação da internet na economia mundial. O e-G8 teve a participação de chefes de grandes empresas da internet como Google, Facebook e Amazon, além de representantes dos países do G8, de três grandes países com desenvolvimento acelerado (China, Índia e Brasil) e de dois países com grande utilização da internet por boa parte da população (Coréia do Sul e Suécia).

Ao longo dos últimos anos, a contribuição da internet no desenvolvimento econômico destes 13 países tem aumentado. Em média, os negócios realizados por empresas do setor virtual representam 3,4% do PIB dos 13 países.

A contribuição da internet na economia destes países tem aumentado ao longo dos últimos anos. Nos últimos 5 anos, a taxa de crescimento desta parte da economia é de 11%. O relatório da consultoria McKinsey mostra também que as empresas que utilizam mais a internet para seus negócios criam duas vezes mais empregos que a média.

Se você ainda tem dúvidas do papel da internet na economia mundial, veja os números abaixo:

  • 2 bilhões de usuários de internet no mundo
  • A internet é responsável por 3,4% do PIB nos 13 países estudados
  • Ela representa 21% do crescimento do PIB nos últimos 5 anos em países desenvolvidos
  • 75% do impacto da internet está nos negócios tradicionais
  • 10% de aumento na produtividade para pequenas e médias empresas devido ao uso da internet
  • Pequenas e médias empresas que usam massivamente as tecnologias web crescem e exportam 2x mais que as outras
  • US$ 8 trilhões mudam de mãos por ano através do e-commerce
  • Em alguns mercados desenvolvidos, em torno de dois terços (66%) de todas as empresas possuem presença na web

Apesar disso, a internet ainda não está em uma fase madura e estável. Pelo contrário, há muito espaço para crescimento. Enquanto ela representa 6% do PIB em países desenvolvidos tais como Inglaterra ou Suécia, em 9 dos 13 países pesquisados a contribuição dela é inferior a 4%, o que mostra que existe muito a ser explorado.

Além disso, uma crítica comum à internet e à TI de um modo geral é que elas destroem empregos tradicionais. O relatório da pesquisa mostra que, na França, a internet acabou com 500 mil empregos, mas gerou outros 1,2 milhões no mesmo período. Isto significa que para cada emprego perdido, outros 2,4 são criados! Para as pequenas e médias empresas de todo o mundo, a relação é ainda maior: 2,6 empregos criados para cada um perdido.

Outro dado relevante: o consumo mundial através da internet em 2009 foi superior ao PIB do Canadá ou da Espanha, e tem crescido mais rapidamente que o PIB do Brasil.

Para as empresas brasileiras, um alerta e uma oportunidade: o relatório coloca o Brasil no mesmo patamar da Rússia e da Itália, numa posição em que a internet ainda está engatinhando e existem grandes oportunidades de crescimento. Além disso, dentre as 250 maiores empresas do ramo da internet no mundo, apenas 2 são brasileiras, de acordo com a McKinsey.

Portanto, não despreze os negócios online. Tenha certeza de estar preparado para esta realidade (já deixou de ser tendência há alguns anos!), ou você pode perder este trem virtual.

Fonte: Logística descomplicada

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