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Publicado em 26/09/2013, às 11h49
15% das pesquisas diárias no Google são novas, nunca foram feitas

Nesta sexta-feira (28), o Google Search completa 15 anos sem perder de vista o compromisso de melhorar a qualidade da pesquisa e de seus resultados.

A empresa foi registrada oficialmente no dia 4 de setembro de 1998, mas celebra seu aniversário no dia 27 de setembro, quando abriu as portas do primeiro escritório e colocou no ar seus produto mais popular, a busca, que se tornou sinônimo de pesquisa na Internet. Hoje, recebe 100 bilhões de consultas por mês (uma média de 3 bilhões por dias, das quais 15% inéditas, nunca feitas anteriormente) mais da metade delas de fora dos Estados Unidos. E tem como grande desafio ser capaz de responder, de forma cada vez mais natural, as perguntas feitas por seus usuários, conversar com eles e até antecipar suas necessidades de informação. Ainda há muito a ser feito para transformá-la em "uma ferramenta de pesquisa que entende exatamente o que você quer e devolve exatamente o que você precisa", segundo a visão do CEO e co-fundador, Lary Page.

Em Belo Horizonte, no Centro de Engenharia do Google na América Latina, 100 engenheiros, boa parte deles brasileiros, trabalham integrados a outras equipes de desenvolvimento espalhadas pelo mundo para aprimorar o funcionamento da busca (seus algoritmos) procurando aumentar a relevância dos resultados. Só em 2012, o time de engenharia do Google avaliou 118,8 mil ideias de melhorias de ranking, para fazer com que os resultados mais relevantes apareçam nas primeiras posições das páginas de resposta. Dessas, apenas 665 mudanças foram incorporadas de fato _ média de 2 por dia. Todas melhoraram o resultado das buscas em comparação com as já existentes.

"Para todas as consultas  executadas pela máquina de busca hoje, alguma mudança proposta e desenvolvida pelo time de BH está em uso. Se você pegar pelo menos um entre os dez primeiros resultados da busca, ele está naquela posição do ranking porque uma das mudanças lançadas aqui está sendo executada", afirma Bruno Augusto Vivas e Pôssas, engenheiro de software sênior do Google. "Se a gente pegar o histórico de todas as mudanças lançadas, desde 1998, o time de BH é responsável pela segunda mudança mais importante de todos os tempos. E tem 5 entre as 30 alterações mais importantes. O que dá uma ideia do qual relevante é o trabalho que fazemos aqui desde 2005", completa.  "O desenvolvimento continuado do Google no Centro de Pesquisa de BH beira US$ 150 milhões", afirma Berthier Ribeiro-Neto, Diretor de Engenharia. A maior parte para custear o salário dos pesquisadores.

É a primeira vez que o Google revela o valor investido na unidade brasileira.  E não por  acaso. A empresa vem sendo questionada pelo governo brasileiro por ser a segunda em receita publicitária no país, sem contrapartidas de investimento local. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, diz repetidamente que o governo pretende estimular a empresa a fazer mais investimentos aqui. Chegou até a sugerir que a Google aproveite algumas tecnologias que já dispõe, como os  balões para provimento de acesso à internet, para levar  banda larga à Região Amazônica.

 

Todas as mudanças são algoritmos

Bruno fez questão de ressaltar que nada no mecanismos de busca do Google é feito manualmente. Tudo depende de alteração ou criação e substituição de algoritmos. Não existe tratamento especial para nenhuma consulta, ou privilégio de uma consulta em detrimento de outra. A participação humana limita-se à avaliação prévia da qualidade dos resultados após o desenvolvimento de cada mudança proposta, antes de ser lançada.

Fora isso, o Google coleta métricas de como os usuários estão interagindo com cada resultado, as utiliza para avaliar se o resultado é melhor ou pior ao anterior e torna a decisão com base nesse conjunto consultas.

"Os algoritmos não são cegos. Eles leem informações dadas pelos usuários, como links relacionados inseridos em páginas que dão uma noção de preferência por aqueles links, cliques em links, etc. Quando muitos usuários clicam no resultado três, o que eles estão dizendo para o algoritmo é que aquele resultado é mais relevante que os resultados um e dois", explica Berthier. "Quando você combina bilhões de pares de olhos dos usuários eles acabam funcionando como validadores do que está funcionando bem e do que não está funcionando bem", completa. Por isso, todos os buscadores funcionam bem para buscas frequentes. As dificuldades aparecem quando as buscas que são pouco frequentes.

Segundo Berthier, "de maneira nenhuma o algoritmo privilegia resultado nenhum na busca orgânica". Os resultados mudam de acordo com o aprendizado do algoritmo. Os mais recorrentes serão melhor ordenados e, algumas vezes, os mais frequentes. Após muitas melhorias, por exemplo, dada uma necessidade de informação, a forma como o usuários fazem a consulta não deverá influir tanto no resultado, a menos que eles esteja logado na sua conta Google e optar pelo uso do histórico de busca. Na busca anônima, a Google está trabalhando para que os resultados sejam diretos possíveis, independente da forma como foi feita a consulta.

Segundo Bruno, o botão mais um ainda não está sendo considerado como informação relevante para o algoritmo, não tendo qualquer influência no resultado da busca.

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