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Publicado em 22/10/2012, às 15h06
Jornais brasileiros decidem sair do Google Notícias

 

A Associação Nacional dos Jornais do Brasil (ANJ) divulgou orientação para que seus associados saiam do serviço Google Notícias. De acordo com a entidade, a decisão deve-se ao fato de a companhia de buscas negar pagamento pelo uso das manchetes.

De acordo com reportagem do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, a recomendação da ANJ foi adotada pelos 154 jornais que integram a associação e representam 90% da circulação. 

Para o Google, o serviço News envia para os sites dos jornais um grande volume de cliques - por isso, não faz sentido pagar pela exibição das notícias. 

O debate foi um dos mais intensos durante a 68ª Assembleia Geral da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, por suas iniciais em espanhol), de 12 a 16 de outubro, em São Paulo. A posição da ANJ foi apresentada por Judith Brito, da Folha de S. Paulo, enquanto a do Google pelo diretor de políticas públicas da empresa no Brasil, Marcel Leonardi.

Leonardi disse que pagar pelas machetes seria como um restaurante cobrar uma taxa do taxista que levou um cliente ao local.Segundo ele, a cada mês o Google Notícias gera um bilhão de cliques para sites de notícias no mundo.

Para as empresas brasileiras, o Google Notícias não gera tantos acessos para justificar o uso das manchetes sem o pagamento de direitos autorais.

"O Google News se beneficia comercialmente desse conteúdo qualificado e não abre espaço para discutir um modelo de remuneração pela produção desse material", explicou o presidente da ANJ, Carlos Fernando Lindenberg Neto, em entrevista por e-mail ao blog.

"Concluímos (...) que a permanência dos jornais no Google Notícias não estava contribuindo para o crescimento de nossa audiência no meio digital. Ao contrário, ao fornecer algumas linhas iniciais de nossas histórias ao internauta, o serviço reduz a possibilidade de que este busque a história completa em nossos sites", acrescentou Lindenberg.

Leonardi disse, durante o debate na SIP, que "se o leitor se satisfaz com o pequeno trecho é porque a matéria não despertou tanto interesse".

Para o Google, o ideal é chegar a uma solução em que ambas as partes ganhem -- jornais e agregadores de notícias. Para a ANJ há uma concentração maior em um dos polos da discussão (o Google), enquanto o "modelo ideal seria um em que as partes sentassem à mesa reconhecendo a importância de cada um na cadeia de valor", disse o presidente da associação.

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