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Publicado em 05/11/2012, às 16h31
FB lança campanha de educação de privacidade para novos usuários

O Facebook lançou na sexta-feira (2/10) uma campanha de educação de privacidade expandida para novos usuários, com foco em configurações padrão, acesso do usuário aos seus próprios dados e sobre como decidir com quem serão compartilhadas as suas informações.

Em um comunicado divulgado no site, a rede social informou que o novo esforço voltado à educação ajudará usuários a entender como funciona o compartilhamento de informações no site e como eles podem controlar os dados compartilhados. O site recebeu orientações do Gabinete do Comissário de Proteção de Dados da Irlanda para o esforço, disse a empresa.

Os novos usuários devem começar a ver a campanha a partir de sexta. "No Facebook, estamos empenhados em garantir que as pessoas entendam como controlar o que eles compartilham e com quem", disse a diretora-chefe de privacidade do site, Erin Egan, em um comunicado.

A campanha de privacidade expandida incluirá informações sobre como os usuários podem selecionar uma audiência para compartilhar informações em suas timelines, sobre como eles podem interagir com aplicações, jogos e outros websites, como anúncios funcionam no site e como marcar pessoas em fotos e postagens, disse a rede.

O Facebook também adicionou controles de privacidade para que os novos usuários possam selecionar audiências para dados como "colégios onde estudaram", "faculdades" e "empregos".

"Apenas fachada"
Dois defensores de privacidade questionaram o esforço do Facebook. A rede social de Mark Zuckerberg está sob pressão da Comissão Federal de Comércio dos EUA e de oficiais de privacidade da UE, afirmou o diretor executivo do Centro para a Democracia Digital (CDD), Jeffrey Chester.

"O CDD acredita que há uma desconexão fundamental entre o que o Facebook diz a seus usuários a respeito de sua privacidade na rede e em como a plataforma de fato opera e coleta dados deles (incluindo para operações de publicidade social)", disse Chester, por e-mail. "Ferramentas educacionais são comumente utilizadas como uma cortina de fumaça, para encobrir práticas que exigem análise e intervenção regulatória."

O Facebook não faz um bom trabalho ao explicar como coleta dados de usuários, ele acrescentou. "A plataforma está continuamente lançando novas maneiras de coletar dados e orientar usuários", disse Chester.

Além disso, educação ao consumidor normalmente não é uma maneira eficaz de proteger a privacidade do usuário, acrescentou Marc Rotenberg, presidente do Centro de Privacidade à Informação Eletrônica. "O mal está sempre nos padrões", disse Rotenberg, por e-mail. "Muitas vezes companhias utilizam esses anúncios como uma oportunidade para mudar suas configurações de privacidade e práticas de negócios."



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